sexta-feira, 29 de abril de 2011

Coleta de Sangue

Uma boa coleta significa: rapidez, eficiência, qualidade de atendimento e menor sofrimento ao paciente, por isso o responsável tem que ser capaz de resolver qualquer problema que eventualmente poderá encontrar no seu dia a dia.
O conhecimento teórico das técnicas de coleta de sangue pode ser obtido em cursos teórico-científico. Porém, os conhecimentos práticos sobre coleta e as reações que poderão ocorrer durante este procedimento são adquiridos, geralmente, através de experiências pessoais ou de informações prestadas por outros profissionais.
A coleta da amostra é parte fundamental na determinação de uma variável analítica, pois, sendo o único contato entre o paciente e o laboratório, a não observância da correta preparação deste paciente, conduzirá a erros significativos.
O controle de qualidade no laboratório clínico tem seu início antes da coleta da amostra, a exatidão da análise começa a ser obtida através da obtenção adequada da amostra, da utilização de material apropriado e do respeito às variáveis pertinentes à coleta.
Uma vez que a amostra é obtida e enviada ao laboratório os erros podem originar-se durante o período anterior à análise.

MATERIAIS UTILIZADOS
• Algodão;
• Álcool a 70%;
• Garrote;
• Agulha verde calibre 25x8, 25x7 ou 15x6;
• Caneta;
• Tubos para coleta;
• Estante;
• Descarte.

SANGUE VENOSO PERIFÉRICO

É colhido preferencialmente nos acessos venosos como: a veia ulnar, cefálica, basílica e o dorso do punho e mãos, e no caso em que os dois membros superiores estejam em infusão de líquidos poderá ser coletada na veia safena (MMII).
Uma breve anamnese pode ser realizada no momento do atendimento, como estar questionando ao cliente a respeito do jejum desejável, se faz algum uso de medicamentos e um história clínica do cliente.
Atendimento preliminar do cliente
·        Verificação da identidade do cliente para cadastro;
·        Tipo de material e quantidade de amostras a ser coletada, de acordo com o pedido do médico ou planilha de trabalho;
·        Horário da coleta de determinados exames (jejum, hematócrito ou glicemia sérica seriada);
·        Tipos de tubos com anticoagulantes;
·        Cuidados no transporte e preservação das amostras;
·        O POP da coleta deve estar distribuído para todas as áreas onde se faz a coleta de amostras de clientes.

PROCEDIMENTO

·        Para a realização da coleta chama-se o paciente pelo nome completo e o coloca-lo sentado na cadeira;
·        Prepara-se todo o material de coleta na frente do paciente e mostrar que a agulha e a seringa são descartáveis;
·        Explicar o procedimento ao cliente;
·        Posicionar o braço do cliente em linha reta, com a palma da mão voltada para cima;
·        Selecionar o melhor acesso venoso (veia);
·        Garrotear levemente de 5 a 10 cm acima do local da punção;
·        Fazer anti-sepsia do local a ser puncionado com álcool a 70%.
·        Após ter escolhido o acesso venoso a ser puncionado, não tocar mais no local;
Retirar o protetor da agulha;
·        Com uma das mãos, esticar a pele do local da punção (indicador do polegar) para facilitar a penetração da agulha, com o bisel voltado para cima;
·        Após ter confirmado a punção na luz do acesso venoso começar a coleta aspirando lentamente o sangue para dentro da seringa, e observando qualquer eventualidade.
·        Terminando a coleta soltar levemente o garrote;
·        Retirar a agulha do braço do paciente com o auxílio de uma mecha de algodão seco;
·        Solicitar ao cliente para fazer pressão no local da coleta (sem realizar movimentos rotativos);
·        Transferir o sangue para os tubos identificados e homogeneizar gentilmente por inversão (4 a 6 vezes);
·        Finalizar a coleta pedindo ao paciente que manter o braço em posição horizontal sem dobrá-lo;
·        Aplicar a bandagem.

ERROS NA COLETA DE SANGUE

·        Usar agulhas de calibre muito fino ou muito grosso;
·        Aspirar o sangue violentamente após atingir a veia;
·        Transferir o sangue da seringa sem retirar a agulha, ou com muita pressão e sem escorrer pela parede do frasco;
·        Agitar violentamente o sangue sem misturá-lo com o anticoagulante;
·        Não agitar o frasco para dissolver o anticoagulante no sangue;
·        Produzir estase venosa prolongada pelo uso do garrote;
·        Deixar contaminar o material a ser utilizado na punção;
·        Demorar durante a coleta ou ao transferir o sangue para o anticoagulante;
·        Puncionar veias onde esteja ligado soro ou qualquer outro medicamento e retirar o sangue na mesma agulha ou cateter.

A ocorrência desses erros leva frequêntemente a:
·        Hemólise;
·        Trocas metabólicas devido à estase venosa;
·        Diluição do sangue ou sua contaminação pelo líquido intersticial
·        Erros nas provas de coagulação;
·        Contaminação do paciente;
·        Contaminação do sangue e alteração dos seus componentes, no caso de limpeza inadequada do material;
·        Coagulação do sangue quando o anticoagulante é impropriamente dissolvido;
·        Erros nas contagens de células por técnica inadequada na punção digital;
·        Erros na dosagem de substâncias dissolvidas no sangue;
·        Formação de hematoma e, mesmo, a não obtenção do sangue;
·        Diluição do sangue, concentração elevada de substâncias administradas: glicose, potássio, sódio, etc.
·        Microcoágulos.

COMPLICAÇÕES DECORRENTES DAS PUNÇÕES

·        O hematoma;
·        A trombose;
·        Nos pacientes com doença hemorrágica, o sangramento pode persistir por períodos prolongados mesmo que se exerça compressão no local puncionado. A causa básica do sangramento deve ser corrigida e o paciente só será abandonado após cessar a hemorragia;
·        A lipotimia ocorre especialmente em pacientes emotivos, subnutridos ou hipoglicêmicos. Caracterizam-se por debilidade geral, palidez e sudorese. Pode ser evitada e corrigida pelo preparo psicológico prévio do paciente que é colocado em posição confortável, de preferência deitado. Em certos casos é necessário o auxílio da equipe;
·        Em se tratando de crianças, realizar abordagem especial tentando cativar confiança. Evitar o máximo a contenção pela força. Muitas se encontram aterrorizadas pelo mau hábito dos familiares que prometem castigos por injeções.

Nenhum comentário:

Postar um comentário